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BPM é uma jornada
- Publicada em 03.08.2009

Muito se fala em práticas de BPM. Vê-se esta terminologia ou conceito sendo dado para práticas de desenho, revisão, ou seja lá o que for, de processos. Isto é BPM? Podemos entender que sim, pelo menos na visão de quem faz este tipo de produto ou serviço.

Por outro lado são vistas algumas tecnologias de software com uma enorme capacidade de orquestração de processos, permitindo uma forte automatização na sua realização, tirando muito deste fardo dos usuários, mas que na hora de implementar requerem um forte trabalho de “desenho de processos ou seja lá o que for” e um forte trabalho de programação, pois os processos a serem orquestrados são serviços ou aplicações que precisam existir e serem “integrados” a estes “orquestradores”. Isto é BPM, de novo, na visão de quem produz ou entrega estas soluções.

Na verdade, o BPM precisa ser visto sob as duas óticas. Uma prática efetiva de desenho de processos, pois é a base de negócios que deve dirigir a tecnologia que irá suportá-la e de que forma, e uma prática de tecnologia de orquestração que permite automatizar estas funções. Fora isto é fundamental que o esforço para implementar estas tecnologias não seja absurdamente grande em termos de desenvolvimento, pois acabam inviabilizando os projetos nesta área.

Este dilema tem que ser compreendido considerando três pontos importantes:

1º) É necessário desenhar os processos e ter um controle sobre eles. É necessário buscar as melhores práticas e incorporá-las a estes processos. É necessário criar mecanismos de medição de desempenho destes processos para poder melhorá-los. Tudo isto pode levar anos para uma organização absorver;

2º) Uma vez tendo os processos desenhados podemos instrumentá-los com tecnologias de orquestração e, com isto, automatizá-los, deixando os usuários (humanos, com capacidade e inteligência de discernimento) com tarefas mais nobres de cunho analítico. De novo, trata-se de um trabalho que pode levar anos;

3º) Não tem como desacoplar este conceito (BPM) do SOA (Service Oriented Architecture), pois sem a possibilidade de re-usabilidade de serviços é impraticável construir uma camada de orquestração com todo este desenvolvimento por baixo.

O BPM é uma prática ou um conceito que as empresas irão adotar mais cedo ou mais tarde, por uma questão de competitividade. Um dia se tornará uma commodity, mas é fundamental o entendimento das diferentes fases de um BPM e não achar que ele se encerra dentro de cada uma delas individualmente.

O BPM é uma jornada, em que temos que planejar grande e executar passo a passo, pois ele irá levar muito tempo para atingir certo nível de maturidade nas organizações. No entanto, com o tempo elas entram em um processo de melhoria contínua, que tende ao infinito.

O grande segredo, se assim podemos chamá-lo, é que o sucesso reside fundamentalmente na capacidade de planejamento e de juntar negócios e TI, escalonar os passos dentro das prioridades corretas da empresa, para que os resultados retro-alimentem o seu processo de sustentação, financeiro e principalmente psicológico, para não cair no descrédito e morrer antes de atingir os objetivos esperados.                        

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